Mostrando postagens com marcador The Band. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador The Band. Mostrar todas as postagens

terça-feira, julho 04, 2017

NOSSO ANIVERSARIANTE DESTA QUARTA É UM GRANDE GUITARRISTA, UM GRANDE COMPOSITOR, UM GRANDE BAND-LEADER E... PRECISA MAIS?


SAUDAMOS OS 74 ANOS DE IDADE
DO GRANDE GUITARRISTA CANADENSE
JAIME ROBBIE ROBERTSON
TRAZENDO DOIS MOMENTOS MUITO ESPECIAIS
NA CARREIRA DE THE BAND:

O PRIMEIRO É UM SHOW DE THE BAND
AO VIVO NA ITÁLIA EM 1970.

E O SEGUNDO É O FOOTAGE COMPLETO
EM PRETO E BRANCO
DO SHOW DE THE BAND
NO WINTERLAND EM SAN FRANCISCO EM 1976,
QUE GEROU O FILME THE LAST WALTZ
DE MARTIN SCORSESE

ENJOY...

















quinta-feira, novembro 13, 2014

OS LENDÁRIOS "TAPES DO PORÃO" DE BOB DYLAN E THE BAND, AGORA FINALMENTE POR INTEIRO


O primeiro disco pirata da história não foi de Bob Dylan.

Mas o primeiro álbum triplo pirata foi.

E, para desespero da Columbia Records,dona do passe de Dylan, esse álbum triplo ilegal chamado "The Little White Wonder", com gravações feitas em 1967, foi o primeiro da história a vender a bagatela de um milhão de cópias.

Foi quando Dylan concluiu que seu público não só era fiel a ele, como era capaz de aceitar qualquer idiossincrasia musical que viesse dele.

A partir daí, artistas como os Rolling Stones descobriram que, mesmo com aquelas artes de capa horríveis e o tradicional som da taquara rachada de algumas gravações, ter discos pirata circulando no mercado era sinal de prestígio artístico e comercial.

Claro que estamos falando do final dos anos 1960, início dos 1970, quando encaminhar tapes para alguém do submundo lançar como disco pirata, assim como manufaturar e comercializar nas lojas, era algo altamente arriscado, podendo resultar em cadeia para todos os envolvidos.

E claro que estamos falando de eras anteriores à da revolução digital e do surgimento da Internet, que hoje permite, por exemplo, que o concerto de encerramento de carreira da Allman Brothers Band numa noite de quinta no Beacon Theater, em Nova York, esteja disponível na íntegra para quem quiser fazer download já no dia seguinte.



É impressionante a quantidade de lendas rurais que cercam Bob Dylan, The Band e a Big Pink -- casa em Woodstock, Nova York, com um estúdio de gravação montado no porão, celebrizada pelo folclore que cerca esses artistas.

Mais da metade dessas lendas são completamente infundadas.

O tal acidente de motocicleta que supostamente teria deixado Dylan à beira da morte e recluso por vários anos é conversa mole.

Dylan, na verdade, estava é completamente envolvido com drogas de diversos tipos e aproveitou o acidente para se recolher e se recompor.

A suposta comunidade alternativa de músicos que teria se instalado na Big Pink em 1967 é outro factoide, provavelmente inventado por Dylan naquelas "entrevistas reveladoras" que ele concedia para a Rolling Stone, onde ele sempre mentia deslavadamente por pura diversão, pois sabia que todos acreditavam em qualquer coisa que ele disesse.

Na verdade, a Big Pink foi, por um longo tempo, lugar de trabalho intenso para todos os músicos ligados a Dylan, que logo depois desses sessões deixariam de lado o nome The Hawks, herdado do roqueiro caipirão Ronnie Hawkins, para adotar The Band.


O resto é história.

Tapes e mais tapes com gravações magníficas desse período circulam por aí há muitos anos.

Primeiro no formato de discos piratas disputados a tapa por colecionadores.

Depois, no álbum duplo "The Basement Tapes", lançado tardiamente pela Columbia em 1975 -- quase oito anos depois de tê-lo rejeitado em 1968.

E agora nessa caixinha com 6 cds: "The Complete Basement Tapes", décimo-primeiro volume da já extensa série "The Bootleg Series" só com gravações não-oficiais de Dylan resgatadas de discos piratas e devidamente rematrizadas.

Quem está habituado a escutar o álbum duplo lançado em 1975 vai estranhar logo de cara o grau de intimidade que esses tapes oferecem ao ouvinte.

As conversas entre os diversos takes de cada canção, e as escolhas de covers, que permaneciam inéditos, nos momentos de descontração, são altamente reveladoras, dando ao ouvinte a sensação de estar imerso ao lado deles naquele processo criativo sem precedentes na história do rock and roll.


Quem conhece a discografia pirata de Dylan vai perceber que praticamente tudo o que aparece no bootleg triplo "The Little White Wonder" foi gravado nas mesmas condições dos "Basement Tapes" que conhecemos.

Só que aquele abismo que existia entre a qualidade sonora precária dos discos piratas e a das gravações oficiais que compõem esta caixinha deixa de existir aqui.

Ou seja: desfrutar dessa experiência musical de forma integral acaba sendo um bálsamo, tamanha  a qualidade sonora desses tapes.

E para quem está acostumado a ouvir The Band ao vivo quase sempre cuspindo fogo, nada mais agradável do que ouví-los tocando mansinho, ainda mais com Bob cantando afinado na medida do possível e desfilando canções magníficas -- muitas delas parcerias, algo que Dylan não tinha feito até então -- em gravações despojadas e contundentes.


Muita atenção para o texto revelador escrito por Sid  Griffin -- líder dos grupos Long Ryders e Coal Porters -- incluído no booklet que acompanha o álbum.

Sid, para quem não sabe, conhece Bob Dylan melhor que o próprio Dylan.

É o maior estudioso do Menestrel de Minnesota do Planeta Terra.

E... é isso!

Sejam bem-vindos a bordo da Big Pink.

E tenham todos uma boa -- e longa -- viagem rumo aos segredos do porão.



WEBSITES OFICIAIS
BOB DYLAN
http://www.bobdylan.com/us/home
THE BAND
http://theband.hiof.no/

DISCOGRAFIAS
BOB DYLAN
http://www.allmusic.com/artist/bob-dylan-mn0000066915/discography
http://www.allmusic.com/artist/bob-dylan-mn0000066915/discography/compilations
THE BAND
http://www.allmusic.com/artist/the-band-mn0000038490/discography

AMOSTRAS GRÁTIS

quarta-feira, agosto 27, 2014

THE LEGAL MATTERS: POWER POP DE PRIMEIRA GRANDEZA, DIRETO DO CORAÇÃO DA AMÉRICA.


O Coração da América esconde manifestações que às vezes a própria América duvida.

Que o diga The Pernice Brothers, grande banda Power Pop do interior de Massachussets, que há quase 20 anos briga por um lugar ao sol na cena mainstream, e que, mesmo com uma legião de fiéis seguidores, consegue ser mais conhecida em Londres e em Berlin do que em Nova York.

Que o diga também The Felice Brothers, grande banda do Brooklyn, NY, que mergulha com destreza e irreverência nas raízes musicais americanas, e que, mesmo já tendo gravado uma dezena de discos, e mesmo sendo considerada o equivalente atual ao clássico quinteto The Band, continua completamente desconhecida para a imensa maioria dos americanos adultos.

Tudo bem, todos sabemos que não é fácil ser independente em lugar algum.

Quem opta por esse caminho já sabe de antemão que vai enfrentar sérias dificuldades para alcançar um reconhecimento mais amplo -- e esse reconhecimento, se vier, será a longo prazo.



Pois bem: The Legal Matters é um trio de Bay City, Michigan, muito pouco conhecido fora das fronteiras de seu Estado, mas que está na chuva para se molhar.

É uma banda Power Pop clássica e classuda, com uma atitude bem menos roqueira que a de grupos como os Posies e o Superdrag, que tentam compatibilizar harmonias musicais com guitarras distorcidas.

Muito influenciados tanto pelo Teenage Fanclub quanto pelos Pernice Brothers, a musicalidade deles é deliciosamente atemporal: poderia ter sido produzida tanto em 1972 quanto em 2014, e não faria a menor diferença.

Lembram às vezes o America, outras vezes o Stealers Wheel, -- e, claro, lembram também The Pernice Brothers, uma referência quase inevitável para bandas pop americanas hoje em dia.



The Legal Matters é quase uma superbanda Power Pop, na medida em que todos os seus integrantes vem de bandas bem conhecidas na cena de Michigan.

O guitarrista Chris Richards vem do Chris Richards and the Subtractions.

O baixista Andy Reed, do grupo An American Underdog.

E o segundo guitarrista Keith Klingensmith vem dos Phenomenal Cats.

Trabalham sempre com bateristas convidados, e se autoproduzem com um senso de objetividade bastante incomum.

Ecos dos Eagles, do Poco e dos Beach Boys passeiam pelas 10 faixas desse agradável disco de estréia, e revelam uma banda madura, consistente, com uma apego pelo pop clássico que parece ter-se perdido entre as bandas Power-Pop mais novas.

A média de idade dos integrantes do The Legal Matters é 45 anos, e um deles, Keith Klingensmith, é um dos pesquisadores pop mais respeitados da América -- é dono do selo Futureman Records, especializado em relançamentos de LPs pop clássicos e, claro, selo desse disco de estréia.

Todas as canções são delicadas e envolventes, e tudo soa tranquilo e extremamente bem resolvido nas composições e nas performances da banda.


Não tenho a menor dúvida de que esse álbum de estréia do The Real Matters vai, se muito, fazer alguns bons amigos e admiradores.

Mas é assim mesmo. O próximo vai fazer mais amigos. E o seguinte, mais ainda.

Anotem bem esse nome: The Legal Matters.

Não os percam de vista.

E lembrem-se: vocês ouviram aqui primeiro.





WEBSITE OFICIAL
http://www.thelegalmattersband.com/

DISCOGRAFIA
http://www.allmusic.com/artist/the-legal-matters-mn0003263088/discography

AMOSTRAS GRÁTIS

sábado, abril 30, 2011

ROBBIE ROBERTSON E FELICE BROTHERS EVOCAM O LEGADO MUSICAL DO THE BAND EM SEUS NOVOS LPs (por Chico Marques)


Sempre que algum ícone pop sai de cena, é comum o jornalismo musical apelar para uma manchete bombástica e meio ridícula: “O Dia Em Que A Música Morreu”. Foi assim quando Buddy Holly morreu, e também com Elvis Presley, John Lennon e mesmo Michael Jackson.

Mas quando o cantor, compositor e guitarrista Robbie Robertson anunciou em 1976, no documentário “The Last Waltz” de Martin Scorsese, que The Band -- a grande banda canadense-naturalizada-americana da qual fez parte -- estava encerrando atividades de forma consensual e pacífica depois de mais de 15 anos de carreira em uma festa com jantar de gala e tudo mais no Estádio Winterland, em San Francisco, nenhum jornalista ousou recorrer a esse clichê.


The Band – que tinha esse nome por ser “a banda” que ajudou Bob Dylan a cunhar (a ferro e fogo) sua persona roqueira depois de anos como um artista folk muito bem sucedido -- era considerada por crítica e público o que havia de mais arrojado e criativo na cena musical dos anos 60 e 70, e se despediu com uma frase lapidar de Robbie: “A estrada se tornou um meio de vida impossível”. A alegação era que tanto ele quanto seus parceiros Garth Hudson, Rick Danko, Levon Helm e Richard Manuel estavam esgotados, e ansiosos por experimentar aventuras musicais diferentes de tudo o que The Band havia realizado até então.


Ma, infelizmente, as carreiras solo dos integrantes de The Band saíram pela culatra e resultaram em fiascos artísticos e comerciais. Para pagar as dívidas desses fiascos, Levon Helm aventou a hipótese de trazer The Band de volta à ativa no início dos anos 1980. Todos toparam na hora, menos Robbie Robertson, que estava satisfeito produzindo discos para amigos como Eric Clapton e trilhas sonoras para os filmes de Martin Scorsese. Além do mais, Robbie se recuperava de muitos anos de uso constante de cocaína e destilados, e – como já havia declarado antes -- queria distancia das rotinas nada saudáveis da estrada.

Então, The Band voltou. Sem Robbie Robertson. Gravaram 3 discos bonitos, mas nada memoráveis. Fizeram tournées irrelevantes, que em nada lembravam os anos de glória do grupo. Nesse meio tempo, em uma crise de depressão aguda, o pianista Richard Manuel cometeu suicídio. No final dos anos 1990, o baixista Rick Danko morreu dormindo depois de uma festa de aniversário repleta de excessos. Foi quando a ficha caiu para Levon Helm: The Band acabara em “The Last Waltz”. O que veio depois disso foi apenas a prorrogação e a disputa de penaltys de um jogo terminado 15 anos atrás.


Mas o legado musical de The Band permanece. O termo “Americana” tão em voga atualmente foi criado a partir da dificuldade em classificar a música deles – que mesclava country, folk, gospel, rock and roll, jazz e blues sem jamais perder sua personalidade musical. Tudo o que eles gravaram entre 1967 e 1975 – incluíndo os discos com Bob Dylan e Muddy Waters -- é fundamental, e pode ser ouvido ainda hoje com muito prazer, pois não ficou datado como a maioria da música produzida na época. Além do mais, as canções de Robbie Robertson sempre tiveram uma grandeza literária e musical indiscutíveis. Seu amigo e parceiro musical Bob Dylan era sempre o primeiro a ressaltar as virtudes de canções lindíssimas como “Unfaithful Servant”, “The Weight”, “Acadian Driftwood” e “The Night They Drove Old Dixie Down”. Não é pouca coisa.



Robbie Robertson custou a embarcar numa carreira solo, até porque nunca achou que sua voz fosse boa o suficiente para segurar um LP inteiro. Sua estréia solo em 1987 -- um projeto caríssimo que David Geffen pagou para ver -- é uma ótima coleção de canções que caberiam em qualquer disco do The Band, mas que vinham embaladas em arranjos estranhamente orgânicos como os que Brian Eno e Daniel Lanois criavam para os discos de Bob Dylan e do U2. Seu segundo LP, “Storyville”, já veio bem diferente, com investigações musicais sobre a música moderna de New Orleans. Em seguida, Robbie – que tem sangue Mohawk – reuniu numa mesma banda artistas com antepassados em várias tribos indígenas e criou o belíssimo “Music For The Native Americans”, uma viagem modernosa inspirada pela música de seus ancestrais, que proseguiu em “Contract From The Underworld With Red Boy”, dessa vez utilizando música eletrônica e uma série de elementos musicais cada vez mais distantes de seu trabalho com The Band e dos fãs mais ferrenhos da banda.


O fiasco comercial desses dois últimos discos fez com que Robbie Robertson ficasse mais de dez anos sem pensar em retomar sua carreira solo. Já que não podia fazer o que queria como artista solo, tratou de continuar como produtor e compositor de trilhas sonoras para o cinema. Mas então, dois anos atrás, numa visita do amigo Eric Clapton a Los Angeles, os dois se reencontraram e fizeram algo que há muito não faziam: tocar juntos num estúdio. Esboçaram algumas canções novas nesses dois ou três dias, e daí seguiram para outros compromissos. Meses mais tarde, ouvindo essas gravações, Robbie ficou assombrado com a qualidade do que haviam feito de forma tão descompromissada. Combinaram um reencontro em Londres e retomaram os trabalhos com o suporte de Steve Winwood. A idéia inicial era fazer um disco assinado pelos dois, como os que Eric havia feito com B B King e J J Cale, mas Eric, generoso como sempre, descartou a idéia. Fez questão que elas seguissem para um disco assinado unicamente por Robbie Robertson, para reativar sua carreira solo com chave de ouro. Então Robbie voltou para Los Angeles, acrescentou mais algumas canções àquelas sessões de gravação, e finalizou esse explêndido “How To Become Clairvoyant” -- que, na essência, lembra um pouco seu LP de 1987, mas ostenta uma leveza musical que inexiste em seus trabalhos solo anteriores, e que era constante nos discos do The Band.

Falando em The Band, e na influência que eles ainda exercem na cena musical americana, é um prazer ver uma banda como The Felice Brothers crescendo disco após disco dentro daquela mesma tradição musical. Se The Band desabrochou no ambiente descontraído da casa cor de rosa de Woodstock em que Bob Dylan e amigos se esconderam entre 1966 e 1968, os Felice Brothers surgiram não muito longe dali, no alto das Montanhas Catskill, no norte do Estado de Nova York.



Filhos de um carpinteiro, os irmãos Ian, James e Simone Felice recebiam em casa todo fim de semana os amigos Greg Farley, Christmas Clapton e David Turberville e saíam pela cidade tocando country, folk, rock and roll e até jazz de forma muito bem humorada em calçadas e lugares abertos. Como eram músicos muito bons e divertidos, começaram a ser convidados para tocar um cidades vizinhas. Não muito tempo depois, já estavam todos morando num pequeno apartamento no Brooklyn e tocando nas ruas de Manhattan, entre as estações do metrô da Rua 42, Union Square e Greenwich Village. O ano era 2005, e os Felice Brothers rapidamente conseguiram um contrato de gravação com um selo independente, Team Love Records, ganhando pouco a pouco projeção na cena independente do país inteiro.


Os Felice Brothers são absolutamente incansáveis. Acabam de lançar seu oitavo LP em seis anos, “Celebration, Florida”, e estão finalmente estreando num selo maior, o Fat Possum, que possui muitos artistas de blues e de punk hardcore. É o trabalho mais experimental da banda até agora. Os acordeons e violinos habituais foram acrescidos de arranjos de metais e um piano bem jazzístico, e as canções falam sobre coisas triviais (“Honda Civic”, “Container Ship”), momentos felizes (“Oliver Stone”, “Best I Ever Had”) e a vida desencanada que levavam em Catskill (“Cus's Catskill Gym”, “Back To The Dancehalls”). Praticamente impossível tentar definir a música dos Felice Brothers em palavras. O jeito é ouvir a banda com atenção e tirar suas próprias conclusões. A música deles é ousada e corajosa, e se você se habituar com ela com certeza vai acabar virando admirador incondicional do trabalho que eles desenvolvem. Comigo, ao menos, foi assim que aconteceu.


É engraçado como essa coisa de viver na estrada tocando cada dia numa cidade afeta cada banda de uma maneira diferente. Para Robbie Robertson, nos tempos do The Band, foi uma experiência terrível. Seu novo disco traz uma canção, “This Is Where I Get Off”, que fala justamente disso, e de como ele teve que deixar seus velhos companheiros de lado por não conseguir seguir em frente. Os Felice Brothers, por sua vez, vivem o extremo oposto disso. Encaram a estrada de forma saudável e não conseguem esconder o prazer de estar cada dia num lugar diferente. Basta dizer que eles até hoje eles promovem seus shows tocando horas antes na calçada em frente aos teatros em que se apresentam à noite.

Alguém aí conhece alguma banda que tope fazer esse tipo de coisa hoje em dia?



HIGHLIGHTS
ROBBIE ROBERTSON - "HOW TO BECOME CLAIRVOYANT"






ENTREVISTA
ROBBIE ROBERTSON



HIGHLIGHTS
FELICE BROTHERS - "CELEBRATION, FLORIDA"




sexta-feira, abril 29, 2011

SENHORAS E SENHORES... ROBBIE ROBERTSON


“Tocamos em Woodstock em 1969, mas não existem imagens nossas no filme. É que Albert Grossman, nosso empresário, não deixou as câmeras nos perturbarem no palco. Ele dizia que um dia nós teríamos um filme só nosso, que aquilo ali era confuso demais. Tínhamos plena confiança nele. E não é que ele estava certo?”


“Quando se faz parte de uma banda como The Band, não dá para seguir em frente com um pneu meio vazio. Não era uma banda de cantor e guitarrista. Se chamava The Band porque todas as partes envolvidas sempre funcionavam de forma extraordinária”


“Música foi a voz da minha geração. Sinto falta da unidade que havia nos meus tempos de juventude. A Guerra do Vietnam e as mortes dos Kennedys e de Martin Luther King mantiveram minha geração unida. Nossa voz era muito forte. É triste ver como tudo aquilo se dissipou e o individualismo predominou.”


“Dizem que Bob (Dylan) era deliberadamente imprevisível e não nos respeitava como banda. Bobagem. Bob tinha é um pouco de medo de ser engolido estando à frente de uma banda. Pensava em si mesmo como um artista folk solo e às vezes nos atropelava. Mas não demorou muito até ele se integrar à banda, e a partir daí tudo começou a funcionar muito bem”


“Esse novo disco começou casualmente em minha casa em Los Angeles, numa visita de Eric Clapton. Somos velhos amigos, tocamos juntos alguns dias e esboçamos algumas composições, mas aí Eric teve que ir embora, e eu fui trabalhar numa trilha sonora para Martin Scorsese. Meses mais tarde, ouvindo aquelas gravações, fiquei impressionado com o que havíamos realizado. Liguei para Eric em Londres e disse: “Acho que temos algo muito interessante aqui”. Ele disse: “Pois eu tenho certeza. Venha já para Londres, vamos continuar o que começamos”. Estou muito orgulhoso do rumo que isso tudo tomou.”



LPS ROBBIE ROBERTSON SOLO
Robbie Robertson (1987)
Storyville (1991)
Music For The Native Americans (1994)
Contract From The Underworld With Red Boy (1998)
How To Become Clairvoyant (2011)

LPS COM THE BAND
The Basement Tapes (com Bob Dylan 1967)
Music From Big Pink (1968)
The Band (1969)
Stage Fright (1970)
Cahoots (1971)
Rock Of Ages (1972)
Moondog Matinee (1973)
Woodstock Album (com Muddy Waters 1974)
Planet Waves (com Bob Dylan 1974)
Before The Flood (com Bob Dylan 1974)
Northern Lights Southern Cross (1975)
Islands (1977)
The Last Waltz (1978)
WEBSITES OFICIAIS
http://www.robbie-robertson.com/
http://www.thebandmusic.net/