domingo, março 08, 2020

CHICO MARQUES E ALTO&CLARO SAÚDAM 13 ANIVERSARIANTES ILUSTRES DA SEMANA DE 1 A 7 DE FEVEREIRO COM UMA PLAYLIST ESPECIALÍSSIMA NO SPOTIFY



Chico Marques é um iconoclasta
desde a mais tenra idade.
Nascido em Santos em 1960,
estudou Literatura Inglesa
na Universidade de Brasília,
atuou como publicitário
e foi produtor musical
em emissoras de rádio e TV.
Vive na Polinésia Francesa,
onde trabalha como editor
de THE BORA BORA REVIEW
e ALTO&CLARO.

CHICO MARQUES COMENTA EM ALTO&CLARO 3 ÓTIMOS DISCOS QUE ACABAM DE CHEGAR ÀS LOJAS (FÍSICAS OU VIRTUAIS)



Robert Cray Band
That’s What I Heard
(Nozzle 2020)

Já se vão 40 anos desde que Robert Cray estreou com "Who's Been Talkin'", e arrancou os cabelos em desespero ao ver sua gravadora Tomato Records quebrar financeiramente na semana em que seu LP chegava às lojas. Parecia um péssimo presságio para uma carreira recém-iniciada. Mas Mr. Cray insistiu com seu blend de Memphis Soul e West Coast Blues em uma série de LPs impecáveis para a Hightone Records, sempre combinando um timbre vocal que evocava Sam Cooke e Al Green com o ataque de Magic Sam e o groove de Grant Green na guitarra. E foi assim até emplacar mundialmente, em 1986, o single "Smokin' Gun", tirado do LP "Strong Persuader", que o lançou para o estrelato. Estrelato que, diga-se de passagem, durou apenas dois ou três anos. Mas Mr. Cray soube aproveitá-lo, mantendo um low profile mesmo nos tempos das vacas gordas, e depois disso passou a administar sua carreira fonográfica através de produções independentes em gravadoras pequenas, fugindo de fórmulas de sucesso fácil, mas sempre mantendo-se fiel ao blend musical personalíssimo que esboçara ao longo dos anos. "That's What I Heard", seu mais novo trabalho, produzido por seu parceiro de longa data Steve Jordan, é mais um passo na aprimoração desse blend musical, mais um mergulho fundo no "lado soul do blues", que mais uma vez passa longe do blues rock cheio de excessos de Buddy Guy, Johnny Winter e Stevie Ray Vaughan. Aqui, ao mesclar originais poderosos com covers fulminantes de Kim Wilson e Tony Joe White (entre outros), Mr. Cray se revela, curiosamente, tanto aquém do seu tempo quanto além do seu tempo, pois sua música, irremediavelmente atemporal, pode apontar tanto pra frente quanto pra trás, depende do momento. Ao ouvinte mais apressado, pode parecer que Mr. Cray vem gravando o mesmo disco há 40 anos. Mas ouvintes mais atentos não tem a menor dúvida de que o "body of work" de Robert Cray só cresce e ganha vulto a cada novo disco. "That's What I Heard" pode não ser um disco obrigatório, caso você já tenha em casa outros LPs de Mr. Cray. Mas... E daí? Já que Robert Cray nunca peca pelo excesso, então peque você.



James Taylor
American Standard
(Fantasy 2020)

Tenho visto pela web um monte de saudosistas estranhando esse novo trabalho de James Taylor. Bobagem. Não há o que estranhar. Desde o início de sua carreira, no final dos Anos 60, Mr. Taylor nunca escondeu que, apesar de seu jeitão folkie e de sua serenidade pop, tudo o que ele sempre quis ser quando crescesse é o grande cantor, pianista, compositor e também ator Hoagy Carmichael. Para quem não sabe quem é Mr. CarmichaeI, talvez baste dizer que é o autor de canções magníficas como "Stardust", "Georgia On My Mind", "Skylark" e "Get Along Without You Very Well", entre muitos outros sucessos dos Anos 30, 40 e 50. Pode ser visto cantando e tocando piano em muitos filmes, como, por exemplo, "Uma Aventura na Martinica" (1943), com Humphrey Bogart e Lauren Bacall, e foi uma figura marcante em shows de TV nos Anos 50 e 60. Muito provavelmente, foi o primeiro singer-songwriter da história da música popular americana, e gravou muitos discos como artista solo, às vezes cantando canções de outros compositores. Como faz Mr. Taylor aqui nesse "American Standard". Das 14 canções do Great American Songbook que ele escolheu para compor este LP, apenas uma é autoria de seu mestre Hoagy Carmichael: "The Nearness Of You". As outras 13 são canções bastante conhecidas, como "Moon River" (de Henry Mancini e Johnny Mercer), "Teach Me Tonight" (de Sammy Cahn & Gene DePaul), "God Bless The Child" (de Billie Holiday & Arthur Herzog Jr), "Old Man River" (de Jerome Kern & Oscar Hammerstein) e "It's Only A Paper Moon" (de Harold Arlen). Todas elas recebem de Mr. Taylor arranjos delicados e vocalizações deliciosas, e se transformam imediatamente em "canções de James Taylor". Personalidade musical forte é isso aí. Só nos resta torcer para que seja um sucesso de vendas, e que ele nos presenteie com outros "American Standards" nos próximos anos.  




Charles Lloyd 8
Kindred Spirits Live at The Lobero
(Blue Note 2020)

Charles Lloyd jamais seguiu cartilha alguma em seus mais de 60 anos de carreira musical. É um verdadeiro original americano. O único dos grandes saxofonistas tenor da história do jazz que também toca flauta brilhantemente -- o que é muito estranho, pois as embocaduras dos dois instrumentos são extremamente diferentes. Um dos poucos artistas de jazz da sua geração com formação universitária em música clássica. Apesar de ter surgido na cena do free-jazz contracenando com Ornette Coleman e Eric Dolphy, sempre foi fascinado pelo Rhythm And Blues dos artistas de sua Memphis natal e não sossegou enquanto não trocou o meio do jazz pelo dos roqueiros psicodélicos de Los Angeles e San Francisco, desenvolvendo fusões de jazz com rock, pop e música oriental jamais sonhadas por Miles Davis e seus seguidores. Seus mais recente trabalho, "8: Kindred Spirits (Live At The Lobero)" é mais uma demonstração brilhante do conceito de música sem fronteiras que ele sempre perseguiu. Gravado ao vivo no aniversário de 150 anos do Lobero Theatre, em Santa Barbara, California, traz Mr. Lloyd em grande forma aos 80 anos de idade à frente de um quinteto sensacional no primeiro set, e no segundo set acompanhado por Booker T Jones ao piano e Don Was no contrabaixo. São quatro temas bem distintos -- três deles bem conhecidos de seu público. O primeiro é "Dreamweaver", releitura de um número clássico de meados dos Anos 60, que passeia por sonoridades do mundo inteiro de forma delicada e pacífica ao longo de seus 21 minutos de duração. Quando se recobrar de "Dreamweaver", prepare-se para "Requiem", outra revisão para um número clássico de seu repertório, uma viagem musical pelo útero da civilização com ecos musicais do Grateful Dead, numa jam quase caótica, mas de uma beleza extrema. A seguir, em "La Llorona", temos uma inusitada canção mexicana que abre alas para uma improvisação barroca adorável. E tudo termina com "Part 5 Ruminations", outra jam magnífica, bastante longa (17 minutos) onde Mr. Lloyd mais uma vez nos leva para dimensões musicais absolutamente encantadoras, onde ecos de várias canções muito conhecidas se entrelaçam -- entre elas, "Green Onions", clássico de Booker T Jones. Fãs de longa data de Mr. Lloyd vão cair em êxtase com essa performance contundente desses músicos soberbos. Se você nunca ouviu Charles Lloyd antes, e não sabe por onde começar, recomendo este álbum duplo. Tem também em DVD.


Chico Marques é um iconoclasta
desde a mais tenra idade.
Nascido em Santos em 1960,
estudou Literatura Inglesa
na Universidade de Brasília,
atuou como publicitário
e foi produtor musical
em emissoras de rádio e TV.
Vive na Polinésia Francesa,
onde trabalha como editor
de THE BORA BORA REVIEW
e ALTO&CLARO.

sexta-feira, novembro 08, 2019

ALTOeCLARO PLAYLIST#2


Nesta segunda playlist de ALTOeCLARO no SPOTIFY, o ponto de partida é o rhythm & blues palhaço (e completamente histérico) do fabuloso Louis Jordan e seus implacáveis Tympany Five. Depois disso, passeamos por algumas vertentes modernas do rhythm & blues, até desembocarmos no britpop de Paul Weller e dos Irmãos Liam e Noel Gallagher. E isso nos leva aos Beatles da psicodélica "She Said She Said", que, por sua vez, nos fornece uma passagem sem volta para San Francisco, California, em plena Era Psicodélica, em pleno Verão do Amor. Vá na fé, sem sustos, pois não há a menor chance de embarcar numa bad trip. Boa sexta e sejam bem-vindos a mais esta viagem musical de ALTOeCLARO. (Chico Marques)


Chico Marques nasceu em 1960
e devorou música diariamente
ao longo desses quase 60 anos.
Trabalhou como produtor,
apresentador e programador musical
na Enseada FM e na Litoral FM,
ambas no Litoral Paulista.


quinta-feira, novembro 07, 2019

DAVE SPECTER - BLUES FROM THE INSIDE OUT (Chico Marques comenta)



Gostem ou não, concordem ou não, o sucesso estrondoso de Stevie Ray Vaughan no início dos Anos 80 foi, ao mesmo tempo, uma bênção e uma maldição para os guitarristas de blues.

Foi uma bênção porque desde meados dos Anos 70, guitarristas de blues não conseguiam mais contratos com gravadoras grandes e buscavam refúgio em selos independentes com pouca visibilidade e má distribuição. De repente, com a chegada de Stevie Ray, as regras do mercado mudaram, e todos os guitarristas virtuosos que se dispusessem a tocar pisando no acelerador (como Stevie Ray) ganharam, de uma hora para outra, contratos polpudos e um lugar ao sol no mainstream. Veteranos como Johnny Winter e Alvin Lee, por exemplo, tiveram suas carreiras reativadas do dia para a noite. E novatos como Kenny Wayne Shepherd, Charlie Sexton e Doyle Bramhall II passaram a ser considerados por crítica e público como “the next best thing”.

Mas então Stevie Ray morreu, e veio a maldição. O desinteresse por guitarristas de blues voltou a tomar conta das grandes gravadoras, e todos esses guitarrristas órfãos de gravadora foram buscar refúgio na cena independente. Só que agora os selos independentes com mais projeção no mercado, que antes apostavam na pluralidade musical de seus contratados, passaram a aceitar em seus elencos apenas artistas de blues que se limitassem a agradar setores mais conservadores de público. Ou seja: novidades ou abordagens musicais desalinhadas não eram mais bem-vindos. Com isso, a cena de blues, passou a ser tomada por uma mesmice musical que por pouco não matou o futuro do gênero.

Por sorte, alguns poucos selos independentes conscientes de seu papel nesse universo musical não embarcaram nessa barca furada. Delmark Records, de Chicago, é um desses selos. Se continua vivo e atuante desde 1953, sempre lançando no mercado o que surge de mais relevante na cena de Chicago, é porque soube fazer as escolhas artísticas certas nos momentos certos, e continua olhando para a frente com carinho e atenção.


O que nos leva a Dave Specter: um guitarrista extraordinário de 56 anos de idade nascido em Chicago, dono de um toque limpo e elegante na guitarra, sempre com um pé no jazz e outro no rhythm & blues, capaz de estabelecer diálogos num tom extremamente cool com seus companheiros de banda -- e que, apesar de não ser um neo-tradicionalista, demonstra com frequência um carinho enorme pelo legado musical de grandes band-leaders como T-Bone Walker, Johnny Guitar Watson e Philip Walker.

Aos 35 anos de carreira e 15 LPs como líder (todos na Delmark), Specter sempre teve um problema: assim como seu amigo e também guitarrista Anson Funderburgh, achava que não sabia cantar. Daí, quando não gravava discos instrumentais, convocava cantores amigos seus da noite de Chicago para a linha de frente de sua banda The Bluesbirds. Com isso, ajudou a divulgar para a América e para vários cantos do mundo cantores de blues excepcionais da Windy City, como Lenny Lynn e Barkin' Bill Smith.

Pois não é que, para surpresa geral (inclusive de seu terapeuta), Specter tomou coragem, fez muitas aulas de canto, e agora estreia como cantor nesse seu novo LP, “Blues From The Inside Out” (Delmark Records), onde passeia por 12 números originais com uma voz pequena mas expressiva, além de bem colocada e eficaz. O LP conta com participações especialíssimas de seu amigo e professor Jorma Kaukonen e da Liquid Soul Horns, além da cozinha de Martin Binder (bateria) e Harlam Tenson (baixo) e do suporte luxuoso do tecladista Brother John Kattke e do percussionista Ruben Alvarez.

Specter está muito feliz com o resultado dessa nova aventura: “Trabalhei minha vida inteira na arte de dar suporte a cantores e de escrever números para que eles cantassem, e só recentemente veio essa vontade de começar a cantar meu próprio material. Então me preparei para isso, e o resultado está aí. A ótima receptividade que tenho recebido me anima ainda mais a continuar compondo para minha própria voz.”


“Blues From The Inside Out” não é um disco para quem gosta de guitarristas espalhafatosos. Também não é um disco para quem tem uma visão estreita do blues. Trata-se de uma salada musical delicada e muito bem combinada, com doses certas de suingue e delicadeza, feita por gente que tem estofo de sobra para experimentar o que bem entender em termos musicais. Às vezes, o som da banda de Specter é bem Chicago. Outras vezes, ganha contornos mais West Coast. E vez ou outra desce em direção ao sul do Mississippi, com ecos dos Meters e dos Neville Brothers permeando os arranjos e performances de sua banda.

São doze canções que funcionam como um passeio musical pelas regiões culturais mais vitais da América. Quase todas na voz dele -- a excessão é "March Through The Darkness", homenagem à veteraníssima cantora e amiga Mavis Staples, que é cantada por Brother John Kattke. É o único momento do disco em que Specter não achou sua voz soulful o suficiente e optou por recorrer a um cantor mais aparelhado do que ele. Independente disso, não há nada que não funccione bem em "Blues From The Inside Out". É seu disco mais aventuresco até agora, quiçá o melhor disco de sua carreira. Ouçam com prazer e alguma reverência. Dave Specter merece.




DAVE SPECTER É ENTREVISTADO
PELO WEBSITE MAKING A SCENE!
AQUI

Chico Marques nasceu em 1960
e devorou música diariamente
ao longo desses quase 60 anos.
Trabalhou como produtor,
apresentador e programador musical
na Enseada FM e na Litoral FM,
ambas no Litoral Paulista.




terça-feira, novembro 05, 2019

ALTOeCLARO PLAYLIST#1


Nesta primeira playlist de ALTOeCLARO, procurei resgatar em 13 canções o espírito das clássicas programações da madrugada da Enseada FM, de Santos SP, que eu, com muito prazer, tive a honra de conduzir ao longo da década de 1990 até 2002 -- quando a emissora “ajoelhou e rezou” e passou a fazer parte da Rede Gospel Aleluia FM. É um passeio musical sem fronteiras, começando por um blues à moda de New Orleans onde os Rolling Stones e Billy Preston dão uma aula de safadeza musical, passando por branquelos nada azedos reinventando clássicos da Motown e da Stax-Volt, seguindo em direção ao rock and roll rasgado das roadhouses americanas e tomando o caminho de volta guiado por alguns dos maiores ícones da música popular em todos os tempos. Seja bem-vindo a esta viagem musical. (Chico Marques)

PARA ACESSAR A PLAYLIST
CLIQUE AQUI


Chico Marques nasceu em 1960
e devorou música diariamente
ao longo desses quase 60 anos.
Trabalhou como produtor,
apresentador e programador musical
na Enseada FM e na Litoral FM,
ambas no Litoral Paulista.



terça-feira, abril 02, 2019

SÃO SERGE GAINSBOURG








Serge Gainsbourg, nome artístico de Lucien Ginzburg foi um músico, cantor, ator, diretor, pintor, poeta e compositor francês. Famoso por ser uma das figuras mais importantes da música popular francesa, ele era frequentemente famoso pelos seus trabalhos provocativos e escandalosos. Também era conhecido por ser um artista talentoso que trabalhou com diversos gêneros da música, tais como jazz, mambo, rock and roll, reggae, disco, new wave, pop e yé-yé e funk. Gainsbourg tinha um estilo musical único e individualista difícil de categorizar. Escreveu canções para diversos intérpretes, dentre os quais destacam-se Juliette Gréco, Françoise Hardy, France Gall, Brigitte Bardot, Jacques Dutronc, Catherine Deneuve, Alain Chamfort, Alain Bashung, Anna Karina, Isabelle Adjani, Vanessa Paradis e para sua esposa Jane Birkin, mãe da sua filha Charlotte Gainsbourg.

Nascido em Paris, França, Gainsbourg era filho de migrantes judeus-ucranianos, que fugiram para Paris após a revolução russa de 1917. Joseph Ginsburg, seu pai, era músico de formação clássica, cujo trabalho era tocar piano em cassinos e cabarés da cidade luz. Este ensinou seus filhos a tocaram piano, Gainsbourg e sua irmã gêmea Liliane.

A infância de Gainsbourg foi profundamente afetada pela ocupação da Alemanha Nazista sob a França na segunda guerra mundial. A estrela amarela, usada como símbolo para identificar judeus, assombrou o jovem Gainsbourg, somente anos mais tarde ele foi capaz de usar o símbolo e as experiências vividas como inspiração criativa para sua obra.

Durante a ocupação alemã, a família judia foi capaz mover se de Paris para Limoges, viajando com documentos falsos. Limoges estava na zona livre sob a administração do governo Vichy, porém a mesma era ainda um refúgio perigoso para os judeus. Após a guerra, Gainsbourg conseguiu trabalho ensinando música e pintando em uma escola fora de Páris, em Mesnil-Le-Roi. A escola foi criada sob supervisão dos rabinos locais, para as crianças órfãs de deportados assassinados. Aqui Gainsbourg escutou relatos nazistas sobre perseguição e genocídio. Antes dos 30 anos de idade, Gainsbourg foi um pintor desiludido, mas que ganhava a vida tocando piano em bares.

Fumante inveterado, alcoólatra assumido, Gainsboug previu, numa entrevista ao jornal francês Libération, que morreria do coração em 1990. Errou por pouco, em 2 de março de 1991, morreu de ataque cardíaco. Foi sepultado na seção judaica do cemitério Montparnasse em Paris. O presidente francês, François Mitterrand disse sobre ele na ocasião "Ele foi nosso Baudelaire, nosso Apollinaire... Ele elevou a música ao nível de arte". Sua casa é um endereço bem conhecido, frequentemente é coberta por grafitis e poemas.




Desde sua morte, a música de Gainsbourg tem alcançado status de lendária na França, e ganhado seguidores no mundo da língua inglesa, com inúmeros artistas influenciados pelo seus arranjos. (da Wikipedia)


 
 
 
 
 


STUDIO ALBUMS
1958   Du chant à la une   
1959   N°2
1961    L'Étonnant
1962   Serge Gainsbourg N°4
1963   Gainsbourg Confidentiel 
1964   Gainsbourg Percussions 
1968   Bonnie & Clyde (with Brigitte Bardot)
1968   Initials B.B.
1969   Jane Birkin/Serge Gainsbourg   
1971    Histoire de Melody Nelson
1973   Vu de l'extérieur
1975    Rock around the bunker 
1976   L'Homme à tête de chou 85
1979   Aux armes et cætera
1981    Mauvaises nouvelles des étoiles
1984   Love on the Beat
1987   You're Under Arrest

LIVE ALBUMS
1980: Enregistrement public au Théâtre Le Palace
1986: Gainsbourg Live (Casino de Paris)
1989: Le Zénith de Gainsbourg
2009: 1963 Théâtre des Capucines

SELECTED FILM SCORES

1967: Anna
1968: Le Pacha
1969: Slogan
1970: Cannabis (instrumental)
1976: Je t'aime moi non plus – Ballade de Johnny-Jane (instrumental)
1977: Madame Claude (instrumental)
1977: Goodbye Emmanuelle (instrumental)
1980: Je vous aime (only three pieces sung by Gainsbourg)

1986: Putain de film ! – B.O.F. Tenue de soirée


segunda-feira, abril 01, 2019

SÃO RONNIE LANE





Ronnie Lane nasceu no East End de Londres. Após deixar a escola aos 16 anos, conheceu Kenney Jones em um pub, e eles formaram um grupo chamado "The Outcasts". Inicialmente guitarrista-base, não demorou muito para que decidisse passar para o baixo. Em 1965, durante uma visita ao J60 Music Bar em Manor Park, Londres, procurando por um baixo novo, Lane conheceu Steve Marriott, um funcionário do lugar. Ele comprou o baixo, e foi para a casa de Marriott ouvir alguns discos; foi então que Marriott o apresentou à sua coleção de álbuns da Motown e da Stax. Os dois decidiram formar uma banda, convidando seus amigos Jones (bateria) e Jimmy Winston (que passou da guitarra para o órgão). Marriott foi escolhido para ser o vocalista.

Os Small Faces logo progrediram dos ensaios para apresentações em bares, passando para shows profissionais. A banda lançou vários singles de sucesso, como "Tin Soldier, "Sha-La-La-La-Lee" e "Itchkoo Park", mas terminou em 1969 com a saída de Marriott. Para seu lugar foi convidado Rod Stewart, e o grupo então passou a se chamar The Faces.

Lane deixou os Faces em 1973 e montou sua própria banda, Slim Chance, gravando o álbum Anymore For Anymore, demonstrando influências de rock britânico, folk e country. Depois de um sucesso inicial com os compactos "How Come" e "The Poacher", ele assinou contrato com a Island Records, lançando Ronnie Lane's Slim Chance e One For The Road. Gravou um álbum com Pete Townshend, Rough Mix, e um último disco solo, See Me.

Ronnie foi diagnosticado com esclerose múltipla no final dos anos 70 (sua mãe também sofria da mesma doença), e em 1983 passou a utilizar cadeira de rodas. Devido ao alto custo financeiro de seu tratamento, seus amigos organizaram um show de caridade no Royal Albert Hall, o A.R.M.S. Concert, apresentando Eric Clapton, Jimmy Page, Steve Winwood, Bill Wyman, Charlie Watts e Kenney Jones, entre outros.

Lane se mudou para o Texas em 1984, onde o clima era mais benéfico à sua saúde, e se esforçou para continuar tocando, se apresentando pela última vez em 1992 em um show de Ron Wood. Rod Stewart continuava a fazer doações para o tratamento de Ronnie, pois os ex-integrantes do The Small Faces não recebiam os royalities por seu trabalho (resultado de um contrato com a gravadora Immediate). Graças aos esforços do baterista Kenney Jones, os dois integrantes sobreviventes eventualmente conseguiram receber seus direitos nos anos 90.


Um álbum de gravações ao vivo para a BBC estava prestes a ser lançado para arrecadar fundos para seu tratamento quando Lane morreu de pneumonia em 4 de junho de 1997. Encontra-se sepultado no Cemitério Maçônico, Trinidad, Colorado nos Estados Unidos. (da Wikipedia)






STUDIO ALBUMS
1974 - Anymore for Anymore
1974 - Ronnie Lane's Slim Chance
1976 - One for the Road
1979 - See Me

LIVE ALBUMS
1997 - You Never Can Tell (The BBC Sessions)
2000 - Live in Austin
2001 - Rocket 69 (ao vivo na TV alemã)

ANTOLOGIES
1997 - Kuschty Rye (The Singles 1973-1980)
1999 - Tin and Tambourine
1999 - April Fool
2001 - How Come
2003 - Ain't No One Like
2006 - Just For a Moment

COLLABORATIONS
1970 - Happy Birthday (com Pete Townshend)
1972 - I Am (com Pete Townshend)
1976 - Mahoney's Last Stand (com Ronnie Wood)
1976 - With Love (com Pete Townshend)
1977 - Rough Mix (com Pete Townshend)
1980 - The Legendary Majik Mijits (com Steve Marriott)