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quinta-feira, maio 10, 2018

NOSSO HERÓI DO DIA É UM BRAVO CANTOR E GUITARRISTA COM 50 ANOS DE SERVIÇOS PRESTADOS AO ROCK AND ROLL


 Dave Mason é um artista muito especial, que curiosamente não teve a carreira notável que merecia ter tido. Mesmo assim, trabalhou muito ao longo dos últimos 50 anos compondo grandes canções, gravado discos muito bons e produzido trabalhos para vários músicos amigos, que sempre confiaram no taco dele. Mr. Mason é um cantor com um registro vocal intenso, bem soul, e é, claro, um guitarrista de mão cheia. Está no Rock & Roll Hall Of Fame como integrante do Traffic, grupo onde trabalhou entre 1967 e 1970. Depois disso, Mr. Mason embarcou numa carreira solo brilhante –- seu LP de estreia “Alone Together” é um clássico absoluto, tido como um dos melhores discos de estreia de todos os tempos -- e ganhou muito dinheiro e muito prestígio ao longo dos  Anos 70. A partir dos 80, no entanto, teve sua carreira sufocada pela nova política artística das gravadoras pós-Thriller, e, na medida em que nunca pretendeu ser um blockbuster, tratou de se recolher na cena independente, onde foi bem recebido e manteve cativos seus admiradores conquistados em anos anteriores, sem se preocupar muito em cativar novas plateias e em manter sua música atualizada com as novidades da cena musical. Trabalhou com a elite do rock and roll e do pop: Jimi Hendrix, George Harrison, Paul McCartney, Stevie Wonder, Michael Jackson, Graham Nash, Stephen Stills, Cass Elliot, Rita Coolidge, Delaney & Bonnie Bramlett, Leon Russell, Ron Wood, Phoebe Snow, Steve Winwood, Eric Clapton e Jim Capaldi. Chegou a fazer parte do Fleetwwod Mac no LP “Time” (1995), quando ele e a jovem cantora Bekka Bramlett (filha de seus amigos Delaney & Bonnie) substituíram Lindsey Buckingham e Stevie Nicks, que estavam brigados com o resto da banda. Continua na ativa, sempre lotando teatros ou nightblubs, e de tempos em tempos ressurge com LPs com novas canções gravadas em seu home-studio. (Chico Marques)


DISCOGRAFIA

Álbuns de estúdio
1970 Alone Together
1971 Dave Mason & Cass Elliot
1972 Headkeeper
1973 It's Like You Never Left
1974 Dave Mason
1975 Split Coconut
1977 Let It Flow
1978 Mariposa De Oro
1980 Old Crest on a New Wave
1987 Two Hearts
1987 Some Assembly Required
2008 26 Letters - 12 Notes
2014 Future’s Past

Álbuns ao vivo
1973 Dave Mason is Alive!
1976 Certified Live
1999 Live: 40,000 Headmen Tour (com Jim Capaldi)
2002 Live At Perkins Palace (gravado em 1981)
2002 Dave Mason: Live at Sunrise
2007 XM Live
2008 Feelinalright







plus...







quinta-feira, maio 11, 2017

NOSSO ANIVERSARIANTE DESTA QUARTA É UM DOS GUITARRISTAS INGLESES MAIS FESTEJADOS NOS ÚLTIMOS 50 ANOS


O GRANDE GUITARRISTA INGLÊS DAVE MASON
ACABA DE COMPLETAR 71 ANOS DE VIDA
E MAIS DE 50 ANOS DE CARREIRA,
E SEGUE EM PLENA FORMA,
GRAVANDO DISCOS SOLO BEM RECEBIDOS
POR CRÍTICA E PÚBLICO,
SAUDANDO VELHOS CONHECIDOS
E CONQUISTANDO NOVOS ADMIRADORES

O SHOW A SEGUIR FOI GRAVADO
APENAS DOIS ANOS ATRÁS
E DÁ A DIMENSÃO EXATA
DE SUA ÓTIMA FORMA ARTÍSTICA

ENJOY...
  










domingo, julho 29, 2012

THE PHANTOM BLUES BAND REAFIRMA SUA ALMA AMERICANA EM "INSIDE OUT"


Quando Henry Saint Clair Fredericks Jr. -- ele mesmo, o fabuloso bluesman do Harlem, Nova York, conhecido por Taj Mahal -- montou uma banda só com craques para acompanhá-lo no disco e na tournée "Dancing The Blues" (1993), num momento particularmente incerto de sua longa carreira, mal ele sabia que estava apadrinhando o surgimento do melhor, mais criativo e mais eclético grupo de blues atualmente em atividade.

Desde então, a Phantom Blues Band tem sido uma combinação curiosa de talentos de vários músicos de estúdio muito tarimbados da região de Memphis, Tennessee, requisitadíssima por artistas como Bonnie Raitt, Joe Cocker e até B B King.

Comandada pelo organista Mike Finnigan -- que participou das bandas de Stephen Stills e Dave Mason nos anos 70 -- e pelo guitarrista Johnny Lee Schell -- colaborador de longa data de artistas como Bonnie Raitt e John Hiatt --, a Phantom Blues Band conta com uma cozinha impecável -- Larry Fulcher no contrabaixo e Tony Braunagel na bateria -- e ainda o sopro suingado do trumpetista Darrell Leonard e do saxofonista Joe Sublett, ambos texanos de Austin.

Juntos, eles trabalham um repertório que usa o blues e o rhythm & blues como ponto de partida para aventuras musicais as mais diversas pelo gospel, pelo jazz, por ritmos latinos, pela country music e, claro, também pelo rock and roll. Detalhe importante: sempre alternando 3 vozes diferentes na linha de frente do repertório  do grupo.

Se esse tipo de formação lembra um certo qunteto canadense que ficou famoso depois de ter sido banda de apoio de Bob Dylan no final dos anos 60, acredite: a semelhança com The Band não é mera coincidência.



Ninguém pode acusar o pessoal da Phantom Blues Band de imediatismo.

Seu primeiro disco, "Out In The Shadows" (2006), foi gravado quando a banda completou 13 anos de atividades, depois de participar de vários discos e tournées de Taj Mahal, e foi concebido com muita cautela, trazendo apenas duas composições dos integrantes e muitos covers de clássicos do rhythm & blues.

O segundo disco, "Footsteps", gravado no ano seguinte, já traz metade do repertório de autoria da banda, revelando o alto gabarito das composições de Finnigan e Schell e a pluralidade musical que torna o som da Phantom Blues band absolutamente inclassificável, mas completamente cativante.

Mas então, cinco anos se passaram sem nenhum disco novo da Phantom Blues Band, deixando no ar a pergunta: o que terá sido feito daquela banda espetacular, que estava indo tão bem?



Pois bem, a resposta a essa e outras perguntas está em "Inside Out", o muito aguardado terceiro disco ds Phantom Blues Band.

São 13 números -- metade de autoria deles próprios -- tão envolventes e tão agradáveis que fazem com que os 52 minutos de duração do disco passem voando.

Não é para menos: a combinação Hammond B3 mais uma guitarra limpa na linha de frente, com uma cozinha bem suingada e dois hornmen cuspindo fogo logo atrás, raras vezes funcionou tão bem quanto com esses experientes rapazes, e, particularmente, no contexto desse disco.

Entre as saídas musicais mais inusitadas estão alguns números soul rasgados como "So Far From Heaven", que conta com Joe Sample, dos Cruzaders, no piano, e "Change", um upbeat irresistível que lembra os áureos tempos da Muscle Shoals Rhythm Section.

Tem também uma releitura contagiante de "Shame, Shame", de Jimmy McCracklin, que resgata em grande estilo a essência do beat pedestre de Memphis, uma das instituições musicais americanas mais relevantes dos Século XX.

E, claro, não podemos esquecer da belíssima valsinha "It´s All Right", que lembra algumas das melhores contribuições de Robbie Robertson para o repertório de The Band.

Acreditem, não é pouca coisa o que temos aqui. É música de primeira grandeza.





A Phantom Blues Band pode não ser ainda uma grande instituição musical americana, mas caminha a passos largos para chegar lá em breve.

Basta mais um ou dois discos ousados e no mesmo padrão de excelência de "Inside Out", e pronto.

Quer um conselho? Não deixe para descobrir isso daqui a 4 ou 5 anos o que você pode descobrir hoje.

Siga a trilha gloriosa da Phantom Blues Band rumo à alma musical da América.



BIO-DISCOGRAFIA
http://www.allmusic.com/artist/phantom-blues-band-mn0000844831

WEBSITE OFICIAL 
http://www.phantombluesband.com/

AMOSTRAS GRÁTIS

quinta-feira, abril 14, 2011

SENHORAS E SENHORES... WARREN HAYNES


“É sempre uma experiência fantástica para qualquer músico aprender a tocar nos mais diversos ambientes musicais e se sentir adequado a qualquer contexto musical. Se tiver algum improviso rolando e músicos de primeira envolvidos, melhor ainda. Sempre tive muito prazer em ser versátil.”


“Música mexeu comigo pela primeira vez quando ouvi gospels dos negros numa rádio em North Carolina, onde fui criado. Os pelos do meu braço ficaram completamente arrepiados. Foi como uma revelação para mim.”


“Toquei com Wilie Dixon, Albert Collins e John Lee Hooker pouco antes deles morrerem. Toquei também com Billy Gibbons, Leslie West, Mick Taylor, Dave Mason, Steve Winwood... e isso é apenas a ponta do iceberg. A lista é enorme, e foi um grande prazer para mim sempre que pude contracenar com artistas que eu cresci ouvindo e admirando.”


“Tive o maior prazer em tocar com muitos dos meus heróis de juventude que ainda estão circulando por aí. Mas ainda faltam alguns. Nunca toquei com B B King, Eric Clapton, Jimmy Page, Jeff Beck e Carlos Santana, apesar de conhecê-los todos. Questão de oportunidade. Com Santana, estamos combinando alguma coisa para muito em breve."


“A Allman Brothers Band nunca gostou de ser rotulada como “Rock Sulista”, mas nunca fez a menor objeção ao termo “Jam Band”, até porque sempre foi composta por músicos de mentalidade aberta que tocam para platéias que gostam de ver a banda improvisando. Para nós gêneros como blues, funk, reggae, bluegrass, jazz e rock sempre circularam na mesma vizinhança"



LPs SOLO
Tales Of Ordinary Madness (1993)
The Benefit Concert (2004)
The Benefit Concert Vol. 2 (2007)
The Benefit Concert Vol. 3 (2010)
Man In Motion (2011)

LPs COM O GOV´T MULE
Gov´t Mule (1995)
Live At Roseland Ballroom (1996)
Dose (1998)
Live With A Little Help From Our Friends Vol. 1 (1999)
Live Before Insanity (2000)
The Deep End Vol 1 (2001)
Live With A Little Help From Our Friends Vol. 2 (2002)
The Deep End Vol 2 (2002)
The Deepest End Live In Concert (2003)
Déjà Voodoo (2004)
High And Mighty (2006)
Mighty High (2007)
By A Thread (2009)

LPS COM A ALLMAN BROTHERS BAND
Seven Turns (1990)
Shades Of Two Worlds (1991)
An Evening With The Allmans – First Set (1992)
Where It All Begins (1994)
An Evening With The Allmans – Second Set (1995)
Live - Peakin´At The Beacon Theather (2000)]
Hittin´ The Note (2003)
Live - One Way Out (2004)


WEBSITES OFICIAIS

http://www.warrenhaynes.com/
http://www.allmanbrothersband.com/
http://www.mule.net/